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Título: Transparente
Ano: 2015
Número: 060
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TRANSPARENTE CD AUTORAL EM HOMENAGEM AO PRODUTOR PAULINHO ALBUQUERQUE “Ela tem momentos”, diz a letra de “Ela”, canção de Fatima Guedes que exalta uma mulher pra lá de ousada, que “tira bom proveito e arrasa com tudo”. Nisso a cantora e compositora é bem parecida. A prova está no momento atual de sua carreira, com o lançamento de mais um CD autoral - Transparente - pela Gravadora Fina Flor. A ousadia está nas músicas, na escolha dos músicos, nos arranjos e na ideia que permeia todas as faixas: homenagear o produtor musical Paulinho Albuquerque. Falecido em 2006, Albuquerque produziu dezenas de discos para a MPB, de artistas como Guinga, Ivan Lins, Leny Andrade e Rosa Passos. Dos discos de Fatima Guedes, quatro foram produzidos por ele: Sétima Arte, de 1985, Pra Bom Entendedor, de 1993, Grande Tempo, de 1995, e Muito Intensa, de 1999. “O CD deve ser realizado como se o Paulinho estivesse produzindo”, avisou a artista a cada músico convidado a participar do projeto. Como Albuquerque pensava grande em termos de produção, os músicos foram muitos, e todos escolhidos a dedo. Fatima e Bororó dividem a produção musical, e os arranjos ficaram por conta de Gilson Peranzzetta, Leandro Braga, Cláudio Jorge, Bororó, Jean Charnaux, Rafael Vernet, Nelson Faria, Fernando Merlino e Dori Caymmi, que ainda participa, como cantor, em “Flor de ir embora”. Produzir e tocar como se o saudoso amigo estivesse presente não foi difícil, porque a maioria desses músicos já havia trabalhado com Albuquerque. Por isso mesmo a realização deste CD é também o resultado de um grande encontro de amigos, que foram apresentados uns aos outros pelo produtor. Alguns, como Jean Charnaux e Guto Wirtti, fazem parte da nova geração da MPB e, segundo Fatima Guedes, também teriam sido convidados pelo homenageado se tivessem tido a oportunidade de conhecê-lo. Das 14 canções do CD, sete são inéditas na discografia de Fatima Guedes, como “A vida que a gente leva”, “Lua de cereja” e “Transparente”. As outras sete já estão em seu repertório há anos e ganharam novos arranjos, como “Cheiro de mato”, “Faca” e “Condenados”. Cada uma delas foi criada sem economia de arranjos, nem de músicos, nem de voz. Tudo foi pensado pra tirar bom proveito da música e dos bons momentos de Fatima Guedes. E põe bons momentos nisso.

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